COLABORADORES DO BLOG:
Bomba-de-Ar e Kit Remendo:
Ítens fundamentais para se fazer uma trilha, pois não é um pneu furado
que vai estragar o nosso passeio. O kit remendo deve conter: cola
vulcanizante; lixa; espátula e remendos de vários tamanhos. Já a
bomba-de-ar deve ter bico compatível com a sua cãmara-de-ar (Presta ou
Schaerer), Abaixo, um pequeno guia de como remendar o pneu:
Ferramentas:
Para efetuar pequenos consertos na trilha deve-se levar: chaves allen
(veja o tamanhodos parafusos de sua bicicleta), fenda e philips; chave
de raios; saca-correntes e um pequeno alicate. Vale a pena procurar no
mercado ferramentas do tipo "tudo-em-um" especiais para bicicleta, que
englobam muitas dessas funções, polpando espaço e peso.


Ciclocomputador:
Permite que o ciclista controle melhor o seu ritmo, fornecendo uma
ampla gama de informações úteis. Um ciclocomputador de boa qualidade
costuma ter, pelo menos, sete funções: velocidades instantânea, média e
máxima; distância; odômetro; cronômetro e relógio. Há modelos mais
sofisticados que podem indicar freqüência cardíaca, altitude,
temperatura, pressão atmosférica e possuem alarmes para níveis mínimos
ou máximos de algumas funções.
Faróis e Refletores:
Os refletores são acessórios obrigatórios por lei, devendo ser
instalados na dianteira, na traseira e nos pedais. Há refletores do tipo
pisca-eletrônico, que tem uma visibilidade maior, sendo indicados para
ciclistas que gostem de pedalar à noite. Já a lanterna é um acessório
para o mountain biker que costuma fazer trilhas à noite, devendo ter um
farol de boa luminosidade.
Caramanhola:
A famosa garrafinha! Nem é preciso dizer a sua importância, devendo
sempre conter água fresca e potável. Existem modelos térmicos, que
mantém a água gelada por mais tempo. Uma boa dica é botar a caramanhola
no congelador na noite anterior à trilha, assim a água só vai
descongelar completamente quando você estiver no meio do mato, podendo,
assim, bebê-la bem geladinha.

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Capacete: A
condução segura da bicicleta tem um potencial de protegê-lo muito maior
que o uso do capacete, principalmente se você não vai fazer do seu uso
da bicicleta uma atividade de risco. Mas, especialmente para quem está
começando, seu uso é recomendável, pois você ainda não terá o equilíbrio
e a habilidade como fatores naturais, aumentando suas chances de cair.
Claro que um capacete diminui a chance de traumatismo craniano, assim
como uma joelheira diminuiria a chance de machucar os joelhos, mas tenha
em mente que ele não lhe protegerá dos carros, apenas de você mesmo.
Pedale devagar e não precisará colocá-lo à prova.
Luvas:
Não são imprescindíveis mas convém usar, por dois motivos. O primeiro é
que a pele pode ficar irritada pelo apoio contínuo na manopla; o outro é
que, se você cair, tentará parar a queda com a mão, esfolando toda a
palma se estiver sem a luva. E no frio, as luvas fechadas tornam-se
importantes para suas mãos não enrijecerem com o vento gelado, o que
pode até atrapalhar na hora de frear.
Ande sempre pela direita e na mão dos carros. Em alguns casos
pode ser melhor usar a esquerda quando a via é de mão única, mas são
raras exceções. Usar a faixa da direita é mais seguro, por ser a área
destinada aos veículos com menor velocidade – como a bicicleta. Quanto à
contramão, há várias razões para usar a mão correta e todas elas visam
sua segurança. São tantos motivos que escrevi um artigo exclusivo para esse assunto, mas cito aqui os principais.
Cuidado com as portas dos carros parados.
Muitos motoristas olham no retrovisor procurando o volume grande de um
carro antes de abrir a porta e acabam não vendo a magrela chegando,
principalmente à noite (outro ponto a favor da iluminação piscante). Ou o
motorista olha em um ângulo que faz a bicicleta ficar em um ponto cego,
ou é distraído mesmo! Tem até quem abra a porta toda de uma vez,
empurrando com o pé. Por isso, fique a uma distância que seja suficiente
para nenhum distraído te derrubar. Mantenha pelo menos um metro dos
carros parados, tentando imaginar até onde iria uma porta aberta. De
preferência, ocupe a faixa seguinte.
Preste atenção se há pessoas dentro deles, se o carro acabou de
estacionar, se está com as lanternas acesas. E se o motorista começar a
abrir a porta, toque a trim-trim ou grite “portaaa!”, geralmente ele percebe e a puxa de volta.
Não trafegue muito na direita,
em cima da sarjeta, senão os carros vão tentar passar na mesma faixa em
que você está, mesmo que não haja espaço. Você pode desequilibrar e
cair só com o susto, sem falar no perigo de um esbarrão. O código de
trânsito obriga os motoristas a passarem a 1,5m de você, mas não sabem disso porque não é ensinado na auto-escola (entenda aqui a importância e o motivo do 1,5m).
Ande mais ou menos na linha de um terço da pista, assim não fica tão
antipático quanto ocupar a pista toda , você tem espaço para desviar de
buracos sem ter que ir mais para a esquerda e, principalmente, os carros
vão ter que esperar até ter espaço suficiente para te ultrapassar pela
outra faixa, sem te colocar em risco. E mesmo que te fechem, você ainda
terá um respiro para fugir para a direita sem ter que se jogar na
calçada. Saiba por que muitos ciclistas ocupam toda a faixa e entenda por que (e como) fazê-lo.
Sempre sinalize o que vai fazer, com sinais de mão.
Peça passagem, dê passagem, sinalize que o motorista pode passar quando
você parar para esperar ele, avise quando você for precisar entrar na
sua frente por causa de um carro parado e espere para ver se ele vai
parar mesmo. Agradeça se ele parar ou te der passagem. Respeite e será
respeitado.
Evite as grandes avenidas. Vias
expressas, ou avenidas com muito fluxo e pouco espaço, nem pensar.
Avenidas com várias pistas costumam ser viáveis, mas é sempre bom optar
por ruas que sigam em paralelo, principalmente quando você estiver
começando a se aventurar no trânsito. E em horários de pico pode ficar
mais difícil trafegar nas avenidas. Há pouco espaço sobrando, obrigando o
ciclista a usar o corredor, mas os motociclistas são impacientes. E
quando o trânsito anda 100 metros, os motoristas querem recuperar todo o
atraso em poucos segundos, buzinando e acelerando atrás do ciclista
como se fosse ele o responsável pelo congestionamento.
Calçada é para pedestres.
Se precisar passar pela calçada ou atravessar na faixa de pedestres, o
código de trânsito manda desmontar da bicicleta, como os motociclistas
(conscientes) fazem (art.68, §1º).
E essa lei não é apenas uma regra arbitrária feita por quem nunca andou
de bicicleta, há motivos suficientes para não usar a calçada. Os
pedestres que estão de costas para você podem dar um passo para o lado
sem te ver chegando. Um carro pode sair de dentro de uma garagem de
prédio e te acertar em cheio, ou aparecer na sua frente de um modo que
você não consiga desviar – e o errado (e machucado) vai ser você…
